Relato da Caminhada Passeando pela Floresta Encantada, no dia 26 de Julho de 2009, gentilmente cedido por Sandra Henriques. Obrigada :)Esperamos que gostem!"Confesso: foi a minha primeira caminhada pela Serra de Sintra!
Vencida a preguiça, acordámos bem cedo e partimos da nossa associação com destino ao parque de estacionamento do Convento dos Capuchos, ponto de encontro de todos os participantes.

De seu nome original Convento de Santa Cruz, o Convento dos Capuchos foi fundado em 1560, por D. Álvaro de Castro, filho de D. João de Castro, 4º vice-rei do Estado Português na Índia. Pouco se sabe além da lenda sobre o motivo da sua construção. Conta-se que D. João de Castro, perdido na Serra de Sintra após uma perseguição a um veado, adormeceu, cansado, debaixo de um penedo. Nos seus sonhos, foi-lhe pedido que erguesse ali um templo cristão, tarefa terminada pelo seu filho, após a sua morte. Ali viveram algumas comunidades de frades franciscanos, até 1834, data da extinção das Ordens Monásticas.
Iniciamos a nossa caminhada, com o tempo ainda fresco. Uma paragem para comer amoras, antes de dar início à subida para a Pedra Amarela, local famoso pela sua utilização para escalada e outras actividades por parte de escuteiros e aventureiros! E para quem gosta de menos adrenalina, a vista é imperdível! Junto a um ponto de vigia dos guardas florestais, tempo ainda para conhecer um pouco melhor a fauna e flora da Serra de Sintra.



Descemos, mudamos de rumo e embrenhamo-nos mais na floresta. Pelo caminho, ouvimos música, cada vez mais próximo. Encontramos, enfim, um grupo de jovens, que aproveitou o sossego e a privacidade que a Serra dá para fazer uma festa (rave, se preferirem, all night long). Bom dia a todos, que a educação fica bem em todo o lado, e seguimos o nosso caminho pelo meio do arvoredo, cada vez mais cerrado neste ponto. A próxima paragem será para provar os rebuçados de eucalipto ou funcho (à escolha) que uma das nossas companheiras de caminhada trouxe da Madeira e partilhou connosco. Deliciosos!

De passagem, uma visita ao Tholos do Monge, monumento datado do Calcolítico, situado a 488 m de altitude, junto ao marco geodésico do Monge. As ruínas que hoje observamos foram em tempos uma câmara com 4,5 m de diâmetro, com paredes formadas por pedras desiguais dispostas horizontalmente, com 1,90 m de altura. Deste monumento terão feito parte um corredor e um vestíbulo, mas apenas a câmara sobreviveu, juntamente com o espólio (cerâmica grosseira e objectos em sílex), actualmente em segurança, no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal.
Finalmente, o nosso momento de yôga no bosque encantado! Por momentos acreditei que iriam aparecer fadas e duendes para partilhar connosco aquele momento. Não apareceram, com muita pena nossa, mas creio que ficámos com mais pena ainda de não podermos fazer o nosso yôga diário ali.




Enfim, o que é bom acaba e, apesar de terem sido cinco horas de caminhada, a mim pareceu-me passar rápido! De regresso a casa perguntei-me porque motivo não terei participado em caminhadas anteriores!"